sábado, 26 de novembro de 2011
Querido Pai, hoje, dia 26 de Novembro de 2011, completarias o teu 59º aniversário e eu gostaria de estar perto de ti. Gostaria de te oferecer a minha vida e a minha saúde, bem como os meus sorrisos e as minhas alegrias que tanta falta te fizeram durante todo aquele tempo de sofrimento. Arrependo-me do que desperdicei, sinto-me triste por ter sido incapaz de ter a noção da gravidade da doença que se apoderava de ti, o que me levou a desperdiçar sem conta. Olho para trás e vejo tantos espaços em branco que, por culpa minha, não foram preenchidos. Pergunto-me vezes sem fim o porquê de não os ter preenchido a mostrar-te o quanto gostava de ti e o quanto te admirava. Serás eternamente a pessoa que mais admiro no mundo e esta mágoa que me deixaste, essa, que é ainda maior por minha culpa, jamais me largará. Espero que me perdoes, porque acima de tudo sei que foste o único a fazer com que o meu sofrimento fosse poupado e esse, apesar de bem intencionado, foi o teu único erro porque eu sei que foi graças a isso que não consegui ter a perceção real. Obrigada por todo o esforço feito para me fazeres feliz, só gostava de um dia poder retribuir tudo isso.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Crescer
Somos tão inocentes quando, ainda, a única coisa que nos motiva é o facto de termos duas pernas que nos poderão levar a correr para diante de outros seres pequeninos que só têm como preocupação expressar de forma correta os seus desejos. O que é certo, é que tal como todas, a fase das palavras sem nexo e dos bonecos sorridentes que nos acompanham ao adormecer, também acaba. Crescemos, cada um a seu ritmo, mas acabamos sempre por crescer, física e psiquicamente. Percorremos longos caminhos com inúmeros obstáculos que, ao longo do tempo, nos deixam ter a perceção de como lidar com eles. Mudamos a cada caminho percorrido e vamos construindo, aos poucos, o nosso “eu”. A nossa opinião, o nosso gosto, a nossa forma de visão, a nossa personalidade, tudo muda, tudo se formula e reformula.
Damo-nos conta de que o tempo vai passando e que marcas vão ficando, marcas essas que, tal como o nome indica, nos marcaram. São esses acontecimentos que nos permitem crescer e com este, mudar.
As memórias vão-se apagando lentamente e nós vamos vivendo, o que, na minha opinião, deveria ser feito da melhor forma possível: aproveitando todos os momentos como sendo os últimos; nunca desistindo; encarando os problemas da melhor forma e, por fim, tendo consciência de que a vida é o que cada um de nós quiser fazer dela.
Quando adquiridas as principais perceções, que serão, mais tarde, a base de outras, há que saber em pôr em prática tudo o que já foi aprendido, tendo com isto o objetivo de não voltar a cometer os mesmos erros cometidos anteriormente, mas sim outros que serão fruto do novo caminho iniciado.
Damo-nos conta de que o tempo vai passando e que marcas vão ficando, marcas essas que, tal como o nome indica, nos marcaram. São esses acontecimentos que nos permitem crescer e com este, mudar.
As memórias vão-se apagando lentamente e nós vamos vivendo, o que, na minha opinião, deveria ser feito da melhor forma possível: aproveitando todos os momentos como sendo os últimos; nunca desistindo; encarando os problemas da melhor forma e, por fim, tendo consciência de que a vida é o que cada um de nós quiser fazer dela.
Quando adquiridas as principais perceções, que serão, mais tarde, a base de outras, há que saber em pôr em prática tudo o que já foi aprendido, tendo com isto o objetivo de não voltar a cometer os mesmos erros cometidos anteriormente, mas sim outros que serão fruto do novo caminho iniciado.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Descansa em Paz
Sempre me questionei relativamente à existência de Deus e cheguei a uma altura que não era, definitivamente, crente do mesmo.
Chegou o dia em que tive que me apoiar em qualquer coisa e a única que encontrei foi Deus, e acreditei que de nada me custava tentar e pôr em prática as minhas rezas, tão pobres quanto o sentido de vida que eu via diante de mim. Não me valeu de nada e sempre ouvi dizer que era sim, a fé que importava quando invocado Deus, e era mesmo a fé que se tinha apoderado de mim por completo. Percebi que tinham sido escusadas todas e quaisquer palavras e apelos perante Deus, porque apenas um dia após isso, tudo se sucedeu.
Nunca me tinha sentido tão sozinha no meio de tanta gente, nunca tinha sentido uma dor tão grande no peito provocada pelos repentinos batimentos do meu triste coração. Os meus olhos, vidrados, apenas reflectiam a mágoa que, uma vez, se tinha apoderado também de mim. Toda eu escorria confusos sentimentos pelas lágrimas que caíam incontrolavelmente dos meus olhos, que pestanejam vezes sem conta, sem saberem o que realmente estavam a ver. O que é certo é que viam lágrimas, gemidos e solidão. Eu própria sentia uma solidão interior que sabia que jamais seria ocupada.
Inúmeros corpos desorientados se dirigiam a mim e abriam os braços num gesto de desespero e eu sentia as suas lágrimas que molhavam o meu rosto, unindo-se com as minhas, que como um riacho, não paravam de escorrer. O pânico era tanto que eu própria já não sentia absolutamente nada e não estava minimamente crente da ocorrência.
Mais tarde, muito mais tarde, interiorizei-me. Apercebi-me do egoísmo da nossa parte em querer que alguém permanecesse com um cruel sofrimento, já para não falar, de uma dimensão extrema. Acabei por compreender que foi um alívio o meu querido Pai ter deixado de sofrer. Amar-te-ei sempre.
Chegou o dia em que tive que me apoiar em qualquer coisa e a única que encontrei foi Deus, e acreditei que de nada me custava tentar e pôr em prática as minhas rezas, tão pobres quanto o sentido de vida que eu via diante de mim. Não me valeu de nada e sempre ouvi dizer que era sim, a fé que importava quando invocado Deus, e era mesmo a fé que se tinha apoderado de mim por completo. Percebi que tinham sido escusadas todas e quaisquer palavras e apelos perante Deus, porque apenas um dia após isso, tudo se sucedeu.
Nunca me tinha sentido tão sozinha no meio de tanta gente, nunca tinha sentido uma dor tão grande no peito provocada pelos repentinos batimentos do meu triste coração. Os meus olhos, vidrados, apenas reflectiam a mágoa que, uma vez, se tinha apoderado também de mim. Toda eu escorria confusos sentimentos pelas lágrimas que caíam incontrolavelmente dos meus olhos, que pestanejam vezes sem conta, sem saberem o que realmente estavam a ver. O que é certo é que viam lágrimas, gemidos e solidão. Eu própria sentia uma solidão interior que sabia que jamais seria ocupada.
Inúmeros corpos desorientados se dirigiam a mim e abriam os braços num gesto de desespero e eu sentia as suas lágrimas que molhavam o meu rosto, unindo-se com as minhas, que como um riacho, não paravam de escorrer. O pânico era tanto que eu própria já não sentia absolutamente nada e não estava minimamente crente da ocorrência.
Mais tarde, muito mais tarde, interiorizei-me. Apercebi-me do egoísmo da nossa parte em querer que alguém permanecesse com um cruel sofrimento, já para não falar, de uma dimensão extrema. Acabei por compreender que foi um alívio o meu querido Pai ter deixado de sofrer. Amar-te-ei sempre.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
cinco mil e quatrocentos segundos
E mais uma hora e meia passou, acompanhada por palavras, confissões, sorrisos, reflexões, até que eu declarei que é a isto que me agarro, à escrita.
Existe algo dentro de mim que me diz que talvez não deva confiar, de todo, em alguém, e que as palavras sejam talvez as minhas melhores amigas de sempre. Exponho-as, una-as, formo nexos, textos, verdades que talvez nunca foram ditas, e, que, de certa forma, talvez nunca venham a ser.
Nesses meros 5400 segundos, tive um pequeno momento de abstracção de quem me dirigia a palavra e olhei. Olhei em redor, olhei, olhei mil vezes. Havia tanto para olhar, tanto por descobrir, tanto por interpretar. Dei por mim rodeada de coisas desvalorizadas. Pilares que seguravam o tecto que me acolhia, árvores que ofereciam oxigénio, candeeiros que me iluminariam as noites, paredes que me equilibravam, pássaros que gritavam uma liberdade invejável, brisa que me acalmava, tudo aquilo que me levava a pensar. Achei indecente, tal desvalorização, por parte de todos, relativamente a algo que nos é indispensável. Pilares que sujamos, tectos que desprezamos, paredes que escrevemos, pássaros que assustamos, brisas que desejamos que desapareçam, tudo nos leva à saturação e desvalorização. O interesse pelo essencial desapareceu, toda a superficialidade se apoderou do interesse geral de qualquer um.
E de repente, voltei à realidade, e lá estava, alguém, a chamar por mim, perguntando-me o porquê de tanta distracção naquele momento. Expliquei que há coisas formidáveis sem as quais não viveríamos e que desprezamos loucamente. Não dei qualquer outra justificação, não pronunciei qualquer outra palavra para além daquelas. Surpreendi quem me fazia companhia, pois esse alguém não fazia a mínima ideia do que eu quis dizer, muito menos se eu estaria boa da cabeça, ou não.
Por momentos, voltei a apagar-me, era apenas eu e os meus pensamentos. Estava tal e qual um louco, não ouvia nada, ninguém, quieta, ali, de olhos vidrados, a sorrir. Corriam-me imagens pela cabeça, momentos inesquecíveis e que valorizo ao máximo, que sei que vão ser multiplicados por muitos mais. Existe alguém, que sei, que está sempre presente, seja qual for a circunstância. Sei que voltei a conjugar o verbo amar, e sei que amar não é nada mais, nada menos, que um sinónimo de "inexplicável".
Sinto-me enlouquecida por tudo. Até um dia.
Existe algo dentro de mim que me diz que talvez não deva confiar, de todo, em alguém, e que as palavras sejam talvez as minhas melhores amigas de sempre. Exponho-as, una-as, formo nexos, textos, verdades que talvez nunca foram ditas, e, que, de certa forma, talvez nunca venham a ser.
Nesses meros 5400 segundos, tive um pequeno momento de abstracção de quem me dirigia a palavra e olhei. Olhei em redor, olhei, olhei mil vezes. Havia tanto para olhar, tanto por descobrir, tanto por interpretar. Dei por mim rodeada de coisas desvalorizadas. Pilares que seguravam o tecto que me acolhia, árvores que ofereciam oxigénio, candeeiros que me iluminariam as noites, paredes que me equilibravam, pássaros que gritavam uma liberdade invejável, brisa que me acalmava, tudo aquilo que me levava a pensar. Achei indecente, tal desvalorização, por parte de todos, relativamente a algo que nos é indispensável. Pilares que sujamos, tectos que desprezamos, paredes que escrevemos, pássaros que assustamos, brisas que desejamos que desapareçam, tudo nos leva à saturação e desvalorização. O interesse pelo essencial desapareceu, toda a superficialidade se apoderou do interesse geral de qualquer um.
E de repente, voltei à realidade, e lá estava, alguém, a chamar por mim, perguntando-me o porquê de tanta distracção naquele momento. Expliquei que há coisas formidáveis sem as quais não viveríamos e que desprezamos loucamente. Não dei qualquer outra justificação, não pronunciei qualquer outra palavra para além daquelas. Surpreendi quem me fazia companhia, pois esse alguém não fazia a mínima ideia do que eu quis dizer, muito menos se eu estaria boa da cabeça, ou não.
Por momentos, voltei a apagar-me, era apenas eu e os meus pensamentos. Estava tal e qual um louco, não ouvia nada, ninguém, quieta, ali, de olhos vidrados, a sorrir. Corriam-me imagens pela cabeça, momentos inesquecíveis e que valorizo ao máximo, que sei que vão ser multiplicados por muitos mais. Existe alguém, que sei, que está sempre presente, seja qual for a circunstância. Sei que voltei a conjugar o verbo amar, e sei que amar não é nada mais, nada menos, que um sinónimo de "inexplicável".
Sinto-me enlouquecida por tudo. Até um dia.
Perco-me
Sem que dê conta, perco-me em pensamentos. Reflito sobre coisas que tenho a certeza que ninguém se irá preocupar com. Penso que, neste momento, estar aqui ou não estar, é igual e pergunto-me vezes sem conta "Porquê?" e chego à conclusão que não serei, de todo, a única com a estas perguntas e mesmo que não tenha certezas disso, concentro-me sobretudo nisso na tentativa de me aconchegar psicologicamente.
Apesar de crer, a cada dia que passa, que tudo acontece por um motivo, passo horas a fio em busca de motivos possíveis para determinados acontecimentos e, ainda assim, fracasso. Sim, ainda tenho muito para aprender e perceber, mas já aprendi tanta coisa que perferia ter aprendido mais tarde, já mudei mil vezes, já troquei de opiniões vezes sem fim, já cometi tantos erros, já cresci tanto sem sequer darem conta.
Observo, concluo, aplico, acerto, erro, cresço, escrevo.
(Dez10)
Apesar de crer, a cada dia que passa, que tudo acontece por um motivo, passo horas a fio em busca de motivos possíveis para determinados acontecimentos e, ainda assim, fracasso. Sim, ainda tenho muito para aprender e perceber, mas já aprendi tanta coisa que perferia ter aprendido mais tarde, já mudei mil vezes, já troquei de opiniões vezes sem fim, já cometi tantos erros, já cresci tanto sem sequer darem conta.
Observo, concluo, aplico, acerto, erro, cresço, escrevo.
(Dez10)
Tempos
E um dia pronunciei a expressão "para sempre". Convenci-me a mim mesma que pessoas seriam para sempre e, que nada iria mudar. Enganei-me. Parte dessas pessoas não têm nem metade do significado que já tiveram, e algumas, não passam de meros desconhecidos. Estou definitivamente afastada de pessoas que em tempos foram as pessoas mais importantes da minha vida e que eu tinha a certeza que nunca as iria perder nem por um momento, tinha a certeza que iria ser "assim" para sempre e não punha sequer em causa, o facto de as coisas mudarem com o tempo, e os conflitos se desencadearem quando menos se espera.
Os dias foram passando, tornando-se meses, novas pessoas pessoas foram aparecendo, bem como novos momentos e experiências se foram tornando rotina. Certos amigos foram ficando para trás, pessoas que eu sempre amei com todo o meu coração e que jamais as trocaria por alguém. Fui-me apercebendo, aos poucos, que estava errada. Não era para sempre. Eu tenho 14 anos, longe de mim saber apenas um terço do meu futuro. Afastei-me mais que nunca de melhores amigos, que sei que nunca irei encontrar iguais, mas o mal já está feito e voltar atrás está mais que fora de questão. Tenho pena, mas actualmente, os que tenho comigo, são-me suficientes e o que já lá vai, já lá vai, não há volta a dar. Obrigada pelos outros tempos.
(Dez10)
Os dias foram passando, tornando-se meses, novas pessoas pessoas foram aparecendo, bem como novos momentos e experiências se foram tornando rotina. Certos amigos foram ficando para trás, pessoas que eu sempre amei com todo o meu coração e que jamais as trocaria por alguém. Fui-me apercebendo, aos poucos, que estava errada. Não era para sempre. Eu tenho 14 anos, longe de mim saber apenas um terço do meu futuro. Afastei-me mais que nunca de melhores amigos, que sei que nunca irei encontrar iguais, mas o mal já está feito e voltar atrás está mais que fora de questão. Tenho pena, mas actualmente, os que tenho comigo, são-me suficientes e o que já lá vai, já lá vai, não há volta a dar. Obrigada pelos outros tempos.
(Dez10)
Frente
Arrisquei perante uma incerteza, algo que nunca deveria ter feito e que jamais o voltarei a fazer. Como sempre, é com os erros que se aprende.
Erros? Sim, foi um erro, tudo. Tenho de certo a certeza que se o arrependimento matasse, eu não estaria presente. Mas como apenas nos deixa com a sensação de raiva e vontade de voltar atrás, não há nada que se possa fazer, a não ser o suicídio, mas isso não é propriamente provocado pelo arrependimento, mas sim pelos sentimentos provocados pelo mesmo. O suicídio, provocado tanto pelo arrependimento, como por outros sentimentos, é sim uma prova de fraqueza. Digo isto porque a vida é sim para ser vivida e jamais desperdiçada. Devemos agradecer por poder vivê-la, devemos aproveitá-la, porque tudo faz parte, altos e baixos, alegrias e tristezas, são todas as peças que completam o puzzle, puzzle esse chamado de vida, puzzle esse que muitos deitam fora por mera fraqueza e ignorância, quando muitos outros lutam por tê-la. Para quê desperdiçar algo, por mais péssimo que esteja, se não sabemos se iremos passar por uma experiência ainda pior como consequência disso mesmo? Será mesmo essa a solução? Desistir de tudo o que já foi ganho e aprendido? Desistir de tudo o que ainda se pode adquirir e viver? Para mim, desistir não existe. Há que lutar, há que superar, e nunca desistir, nunca rastejar, nunca cair. O medo de algo, por vezes leva-nos a desistir de algo que nem sequer começou e a não aproveitar as oportunidades. Seguido disso vem o arrependimento. Outra vez o arrependimento. Pode-se concluir que está tudo inter-ligado, depois de um sentimento vem outro, quase que automaticamente e assim sucessivamente... E é arrependimento que eu sinto, e arrependo-me de ter feito o que fiz levando-me a sentir o que sinto agora, RAIVA.
Arrisquei, errei, arrependi-me e agora, agora vou seguir em frente. Procurar por algo que nem eu própria sei mas que sei que vou encontrar, porque eu sei que sou forte e sou capaz de tudo o que quero, e não será algo ou alguém que me impederá.
(Nov10)
Erros? Sim, foi um erro, tudo. Tenho de certo a certeza que se o arrependimento matasse, eu não estaria presente. Mas como apenas nos deixa com a sensação de raiva e vontade de voltar atrás, não há nada que se possa fazer, a não ser o suicídio, mas isso não é propriamente provocado pelo arrependimento, mas sim pelos sentimentos provocados pelo mesmo. O suicídio, provocado tanto pelo arrependimento, como por outros sentimentos, é sim uma prova de fraqueza. Digo isto porque a vida é sim para ser vivida e jamais desperdiçada. Devemos agradecer por poder vivê-la, devemos aproveitá-la, porque tudo faz parte, altos e baixos, alegrias e tristezas, são todas as peças que completam o puzzle, puzzle esse chamado de vida, puzzle esse que muitos deitam fora por mera fraqueza e ignorância, quando muitos outros lutam por tê-la. Para quê desperdiçar algo, por mais péssimo que esteja, se não sabemos se iremos passar por uma experiência ainda pior como consequência disso mesmo? Será mesmo essa a solução? Desistir de tudo o que já foi ganho e aprendido? Desistir de tudo o que ainda se pode adquirir e viver? Para mim, desistir não existe. Há que lutar, há que superar, e nunca desistir, nunca rastejar, nunca cair. O medo de algo, por vezes leva-nos a desistir de algo que nem sequer começou e a não aproveitar as oportunidades. Seguido disso vem o arrependimento. Outra vez o arrependimento. Pode-se concluir que está tudo inter-ligado, depois de um sentimento vem outro, quase que automaticamente e assim sucessivamente... E é arrependimento que eu sinto, e arrependo-me de ter feito o que fiz levando-me a sentir o que sinto agora, RAIVA.
Arrisquei, errei, arrependi-me e agora, agora vou seguir em frente. Procurar por algo que nem eu própria sei mas que sei que vou encontrar, porque eu sei que sou forte e sou capaz de tudo o que quero, e não será algo ou alguém que me impederá.
(Nov10)
Meros desabafos
Já gritei, já chorei, já cometi loucuras, já senti arrependimento, já quis fugir, já me senti sozinha no meio de multidões, já me senti insignificante, já fracassei, mas nunca, nunca desisti dos meus objectivos, e jamais o irei fazer. Nunca desisti do que sabia que valia a pena, nunca fiquei calada quando sabia que havia mais para dizer, nunca chorei por quem não merecia na sua própria frente, nunca fugi por mais que o quisesse. Eu sei, sei que não sou perfeita, até porque isso é desumano, e longe de mim querer sê-lo, mas também sei que poderia algumas vezes agir de maneira diferente. Cometi erros imperdoáveis, loucuras que mudaram a minha vida para sempre, disse coisas que jamais diria agora, magoei, feri, fui injusta, fui bruta, mas como já disse, eu sou imperfeita, e digo desde já que estou a kilómetros da perfeição. Quero pedir desculpa a todos os que já magoei, a todos com quem já fui injusta, peço desculpa por todos os meus erros, porque sei que um dia poderá ser tarde de mais para me lamentar. Apesar de tudo isto, sei que tenho todos os que posso chamar de "melhores amigos" comigo, e eu amo-os muito. Digo, também, desde já, que as amizades não têm a ver com o seu tempo de duração, mas sim com a sua força, e eu sei bem do que falo. Pessoas que há meses, sim, há meses, eu mal sabia da sua existência, hoje não consigo viver sem elas e digo, com todas as certezas, que fazem parte dos meus dias. E é a todos os que têm estado sempre comigo e que já fizeram muito por mim, que eu digo um sincero "obrigada" e que espero um dia poder retribuir tudo, porque afinal, o que seria de mim sem vocês? Amo-vos.
(Out10)
(Out10)
Não sei
Talvez nada seja assim tão facil.
A cada dia, a cada hora, minuto, segundo, que passa, algo muda. Nem que seja apenas o estado de espírito. Estado de espíritio? Falo por mim, que por mais segundos, minutos, horas, dias que passem, o meu, tem-se mantido. Por vezes camuflado, por vezes não, mas tudo depende.
Tenho me apercebido que aprendemos com cada acção praticada, cada erro cometido, cada conversa, cada momento... E sei também que é com o facto de aprendermos, que nos vamos apercebendo aos poucos do que é afinal a vida.
Definição de "Vida"? Penso que não há, especificamente, uma boa definição. Porquê? Porque depende. Depende do quê? De tudo. Se anotarmos todas as perguntas que temos perante a vida, vamos, aos poucos, percebendo que mesmo sem querermos, todas as questões são respondidas, ou até vão surgindo mais questões.
Mas afinal, de que estou eu a falar? Da vida? Da minha vida? Do que me vai na alma? Sinceramente, nem eu própria sei. Sei, apenas, que tenho tido percepções que preferia ter mais tarde, percepções essas que despertam tanto dor, como alegria.
Tenho visto tudo numa correria, numa correria que passa por etapas de mudança, a cada metro que completa e a cada segundo que passa. Tudo tem mudado, tudo se tem transformado, até os meus pensamentos, as minhas palavras, os meus sorrisos, as minhas lágrimas. A cada dia, ao acordar, algo me vem à cabeça, um assunto que me persegue. Persegue-me 24 horas por dia, 60 minutos por hora, 60 segundos por minuto... Persegue-me. E essa perseguição, rodeada por muitas outras, secundárias, parece não querer acabar, e parece-me também já nem sequer viver sem ela, inspirar sem ela, pestanejar sem ela, que o meu coração bata sem ela. Talvez uma perseguição que se apoderou do meu ser. Perseguição essa que me mudou. Não me sinto em mim, não me sinto a mesma pessoa. Sinto um vazio em mim que parece impossível de preencher, uma mágoa que não me larga, uma incapacidade de largar um verdadeiro sorriso. Sem dúvida, mudei de mundo, pena não ser literalmente. Sinto-me apenas bem no meu mundo, comigo. Procuro obter respostas, mas fracasso, constantemente. Sim, fracasso, a minha vida é feita de fracassos, que sem nunca me ter apercebido, por minha culpa, por actos que não foram em vão. Aliás, nada foi em vão.
Será que mereço? Será, que realmente, eu mereço? Será essa a razão? Vejo, a cada dia que passa, as situações a piorarem, apesar de me confortar e pensar o contrário.
Afinal de contas, a vida, tem-me ensinado que tudo faz parte. As desilusões fazem parte, as lágrimas, por mais secas que estejam, fazem parte, tal e qual como as alegrias e os sorrisos verdadeiros, que pouco têm estado presentes. Pergunto-me quando será que tudo se irá inverter, pergunto-me quando será que um dia acordarei e pensarei "Afinal era tudo um sonho? Os sonhos, afinal, não são assim tão inúteis.". Iria eu ter saudades? Será que ia surgir uma vontade de voltar a repetir o sonho, para tentar perceber todo aquele tormento? Só sei, que o que é certo, é que ainda não acordei, e afinal, é melhor aproveitar da melhor forma, antes que acorde depressa...
(Set10)
A cada dia, a cada hora, minuto, segundo, que passa, algo muda. Nem que seja apenas o estado de espírito. Estado de espíritio? Falo por mim, que por mais segundos, minutos, horas, dias que passem, o meu, tem-se mantido. Por vezes camuflado, por vezes não, mas tudo depende.
Tenho me apercebido que aprendemos com cada acção praticada, cada erro cometido, cada conversa, cada momento... E sei também que é com o facto de aprendermos, que nos vamos apercebendo aos poucos do que é afinal a vida.
Definição de "Vida"? Penso que não há, especificamente, uma boa definição. Porquê? Porque depende. Depende do quê? De tudo. Se anotarmos todas as perguntas que temos perante a vida, vamos, aos poucos, percebendo que mesmo sem querermos, todas as questões são respondidas, ou até vão surgindo mais questões.
Mas afinal, de que estou eu a falar? Da vida? Da minha vida? Do que me vai na alma? Sinceramente, nem eu própria sei. Sei, apenas, que tenho tido percepções que preferia ter mais tarde, percepções essas que despertam tanto dor, como alegria.
Tenho visto tudo numa correria, numa correria que passa por etapas de mudança, a cada metro que completa e a cada segundo que passa. Tudo tem mudado, tudo se tem transformado, até os meus pensamentos, as minhas palavras, os meus sorrisos, as minhas lágrimas. A cada dia, ao acordar, algo me vem à cabeça, um assunto que me persegue. Persegue-me 24 horas por dia, 60 minutos por hora, 60 segundos por minuto... Persegue-me. E essa perseguição, rodeada por muitas outras, secundárias, parece não querer acabar, e parece-me também já nem sequer viver sem ela, inspirar sem ela, pestanejar sem ela, que o meu coração bata sem ela. Talvez uma perseguição que se apoderou do meu ser. Perseguição essa que me mudou. Não me sinto em mim, não me sinto a mesma pessoa. Sinto um vazio em mim que parece impossível de preencher, uma mágoa que não me larga, uma incapacidade de largar um verdadeiro sorriso. Sem dúvida, mudei de mundo, pena não ser literalmente. Sinto-me apenas bem no meu mundo, comigo. Procuro obter respostas, mas fracasso, constantemente. Sim, fracasso, a minha vida é feita de fracassos, que sem nunca me ter apercebido, por minha culpa, por actos que não foram em vão. Aliás, nada foi em vão.
Será que mereço? Será, que realmente, eu mereço? Será essa a razão? Vejo, a cada dia que passa, as situações a piorarem, apesar de me confortar e pensar o contrário.
Afinal de contas, a vida, tem-me ensinado que tudo faz parte. As desilusões fazem parte, as lágrimas, por mais secas que estejam, fazem parte, tal e qual como as alegrias e os sorrisos verdadeiros, que pouco têm estado presentes. Pergunto-me quando será que tudo se irá inverter, pergunto-me quando será que um dia acordarei e pensarei "Afinal era tudo um sonho? Os sonhos, afinal, não são assim tão inúteis.". Iria eu ter saudades? Será que ia surgir uma vontade de voltar a repetir o sonho, para tentar perceber todo aquele tormento? Só sei, que o que é certo, é que ainda não acordei, e afinal, é melhor aproveitar da melhor forma, antes que acorde depressa...
(Set10)
domingo, 2 de janeiro de 2011
Tempo
Há pessoas que me completam, muitas nem sabem disso e algumas delas, nem eu sei a sua verdadeira importância, só com o tempo o irei perceber. Sim, o tempo, o tempo é o nosso melhor professor. Com o tempo aprendemos a sorrir para a vida, aprendemos a gostar de viver, a dar valor às coisas, aprendemos quando é realmente altura de chorar e de nos arrependermos, com o tempo aprendemos a perdoar, a ouvir, a dar razão, a perceber, a rir, a brilhar, a crescer. É ao longo do tempo que vamos percebendo certas coisas que pensávamos nunca vir a entender, ou até coisas que já nem nos lembrávamos ter querido perceber. Às vezes gostávamos de voltar atrás no tempo para poder mudar o que está errado, mas é graças aos nossos erros, que aprendemos, e que somos o que somos hoje. Outras vezes queixamo-nos de que o tempo passa demasiado depressa e que não queremos envelhecer, mas vendo bem, envelhecer é uma lei da vida, todos envelhecem, todos já foram crianças e a mínima coisa que deveriam ter feito era ter aproveitado bem, para, um dia mais tarde, recordar com o maior orgulho essa fase da vida. A percepção da passagem rápida do tempo deve-se exactamente ao não querer que ele mesmo passe. Sim, porque quanto mais queremos que o tempo passe devagar, mais rápido ele passa. É estranho, ou não, mas é mesmo assim. Não tenho muito para falar em relação a experiência de vida e ao tempo que já passou, porque sou apenas uma mera adolescente que ainda tem muito para aprender acerca da vida e acerca de tudo, tal como disse, com o tempo.
(2009)
(2009)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
"Original" VS "Artificial"
Penso que talvez não saibamos aproveitar o que está diariamente diante dos nossos olhos. Estamos constantemente em contacto com o "artificial" da vida, até porque talvez o "original" já esteja sem qualidade devido exactamente ao aproveitamento excessivo do "artificial".
Há coisas insuportáveis, há pessoas insuportáveis, há atitudes insuportáveis, há MANEIRAS DE PENSAR insuportáveis. Tudo se pode tornar insuportável quando ultrapassa os limites...
Já não há ninguém que saiba o que é viver sem um telemóvel, sem o computador, sem internet, sem qualquer tipo de aparelho útil que hoje em dia é uma coisa perfeitamente normal para qualquer um de nós. Não estou com isto a querer dizer que eu consigo, porque eu talvez até seja das pessoas mais agarradas ao telemóvel ou a qualquer outro tipo de tecnologia... Quero com isto dizer que talvez não saibamos aproveitar bem o essencial da vida, da natureza, do planeta, de qualquer tipo de coisas "originais" sem a interferência do "artificial". Se já foi possível viver sem isso, qual é razão de nos considerarmos actualmente incapazes de sobreviver com a ausência disso mesmo?
Ao dizer tudo isto, parece que estou a querer transmitir que sou uma amiga do ambiente, que não uso telemóvel por achar ridiculo, que não ligo à internet, que venero a natureza e os passarinhos a cantarular, etc, etc. Mas nada disso. Eu sou apenas mais uma pessoa no mundo que nasceu dentro da actualidade e que está inteiramente adaptada a tudo isto de agora e que sinceramente até me considero também incapaz de viver sem todo o "artificial" que me rodeia.
Talvez algum dia alguém abra os olhos e me compreenda, se é que não há já alguém.
Há coisas insuportáveis, há pessoas insuportáveis, há atitudes insuportáveis, há MANEIRAS DE PENSAR insuportáveis. Tudo se pode tornar insuportável quando ultrapassa os limites...
Já não há ninguém que saiba o que é viver sem um telemóvel, sem o computador, sem internet, sem qualquer tipo de aparelho útil que hoje em dia é uma coisa perfeitamente normal para qualquer um de nós. Não estou com isto a querer dizer que eu consigo, porque eu talvez até seja das pessoas mais agarradas ao telemóvel ou a qualquer outro tipo de tecnologia... Quero com isto dizer que talvez não saibamos aproveitar bem o essencial da vida, da natureza, do planeta, de qualquer tipo de coisas "originais" sem a interferência do "artificial". Se já foi possível viver sem isso, qual é razão de nos considerarmos actualmente incapazes de sobreviver com a ausência disso mesmo?
Ao dizer tudo isto, parece que estou a querer transmitir que sou uma amiga do ambiente, que não uso telemóvel por achar ridiculo, que não ligo à internet, que venero a natureza e os passarinhos a cantarular, etc, etc. Mas nada disso. Eu sou apenas mais uma pessoa no mundo que nasceu dentro da actualidade e que está inteiramente adaptada a tudo isto de agora e que sinceramente até me considero também incapaz de viver sem todo o "artificial" que me rodeia.
Talvez algum dia alguém abra os olhos e me compreenda, se é que não há já alguém.
sábado, 19 de junho de 2010
Realidade
Por vezes, sentimos o que não queremos sentir, outras vezes, queremos sentir o que não sentimos. Outras, não dizemos o que queremos dizer e não mostramos o que queremos mostrar.
Sim, eu sei que há, eu sei que sente, eu sei que apesar de tudo não quer mostrar. O que faz para não querer mostrar, leva exactamente ao mostrar o que não quer mostrar. Eu percebi e também percebeu. Não quis mostrar e mostrei.
Sei que às vezes o orgulho fala mais alto, mas temos que aprender a mandá-lo calar porque quem acaba mal somos nós. Eu sei que não mostra simplesmente porque não quer, mas eu sei que quer, e acaba por mostrar. Eu vi, também viu. Eu sei que mexe, eu sei que sente, eu sei que não quer mexer, eu sei que não quer sentir. Mas há que confrontar a realidade, e a realidade é esta: algo há.
Sim, eu sei que há, eu sei que sente, eu sei que apesar de tudo não quer mostrar. O que faz para não querer mostrar, leva exactamente ao mostrar o que não quer mostrar. Eu percebi e também percebeu. Não quis mostrar e mostrei.
Sei que às vezes o orgulho fala mais alto, mas temos que aprender a mandá-lo calar porque quem acaba mal somos nós. Eu sei que não mostra simplesmente porque não quer, mas eu sei que quer, e acaba por mostrar. Eu vi, também viu. Eu sei que mexe, eu sei que sente, eu sei que não quer mexer, eu sei que não quer sentir. Mas há que confrontar a realidade, e a realidade é esta: algo há.
domingo, 6 de junho de 2010
Perfeição(?)
Perfeição? Sei que é algo que é algo por que procuram constantemente, exactamente pelo facto da sua inexistência. “O fruto proibido é sempre o mais desejado”. Sim, esta frase é real. Queremos sempre o que não temos, admiramos e desejamos a perfeição, descriminamos e evitamos a imperfeição. Porquê? Porque nunca estamos satisfeitos com o que é nosso, com o que nos rodeia, somos constantemente “do contra”, desejando sempre o contrário do que é nosso. Surge-me também o porquê de não vivermos com o que é nosso, de não nos habituarmos ao que é nosso, e não sermos felizes com o que é nosso. Afinal, é nosso! Faz parte de nós, qual é razão de tanta descriminação a isso mesmo? Porquê a constante admiração ao que não é nosso, e, principalmente, à perfeição? A busca constante pela perfeição é completamente ridícula, pois qualquer pessoa normal sabe que é uma busca sem sucesso.
Só gostava de poder pedir a todo o mundo que abrisse os olhos para a realidade, e parasse de uma vez por todas de admirar o impossível de existir, que parasse de uma vez por todas de admirar a perfeição e de tentar construir isso mesmo, tanto como tentar encontrá-la. Os nossos olhos estão diariamente diante de coisas repletas de perfeição construída e ficcional. A maquilhagem é uma das muitas provas que a imperfeição gosta de ser camuflada pela perfeição, apesar da construção da perfeição ser levada muitas vezes à imperfeição. Algo complicado, digamos assim…
Só há uma e uma única altura em que encontramos alguém perfeito na vida. Quando nos apaixonamos. Aí sim, vemos alguém com outros olhos, poder-se-á dizer até que temos os nossos olhos vendados com uma venda que apenas nos mostra o perfeito e nunca o imperfeito; apenas as qualidades e nunca os defeitos; apenas as boas coisas e nunca as más. A perfeição - jamais a conseguiremos alcançar, a não ser aos olhos dos que nos amam.
Quando somos amados, aí sim, temos a falsa sensação de termos finalmente alcançado a tão difícil e desejada perfeição. Ama e sê amado, sentir-te-ás “perfeito”, bem como encontrarás a “perfeição”, apesar de isso não passar de uma mera ilusão.
As ilusões são boas até um certo ponto. São boas enquanto nos fazem sonhar, e dentro desses sonhos somos felizes, e por momentos conseguimos encontrar a felicidade que tanto procurávamos. O pior das ilusões, é quando elas acabam, e passamos à desilusão. A ilusão e desilusão estão definitivamente sempre relacionadas, porque depois da ilusão, vem sempre a desilusão.
Com a desilusão sofremos. Sofremos muito, e inicialmente custa-nos até a acreditar que tudo foi uma mera ilusão. Porque, de facto, a ilusão deixa-nos tão crentes de algo tão irreal, que ao nos desiludirmos caímos inteiramente de “para-quedas” na realidade, que nessa altura, para nós, anteriormente iludidos, é a irrealidade.
Só gostava de poder pedir a todo o mundo que abrisse os olhos para a realidade, e parasse de uma vez por todas de admirar o impossível de existir, que parasse de uma vez por todas de admirar a perfeição e de tentar construir isso mesmo, tanto como tentar encontrá-la. Os nossos olhos estão diariamente diante de coisas repletas de perfeição construída e ficcional. A maquilhagem é uma das muitas provas que a imperfeição gosta de ser camuflada pela perfeição, apesar da construção da perfeição ser levada muitas vezes à imperfeição. Algo complicado, digamos assim…
Só há uma e uma única altura em que encontramos alguém perfeito na vida. Quando nos apaixonamos. Aí sim, vemos alguém com outros olhos, poder-se-á dizer até que temos os nossos olhos vendados com uma venda que apenas nos mostra o perfeito e nunca o imperfeito; apenas as qualidades e nunca os defeitos; apenas as boas coisas e nunca as más. A perfeição - jamais a conseguiremos alcançar, a não ser aos olhos dos que nos amam.
Quando somos amados, aí sim, temos a falsa sensação de termos finalmente alcançado a tão difícil e desejada perfeição. Ama e sê amado, sentir-te-ás “perfeito”, bem como encontrarás a “perfeição”, apesar de isso não passar de uma mera ilusão.
As ilusões são boas até um certo ponto. São boas enquanto nos fazem sonhar, e dentro desses sonhos somos felizes, e por momentos conseguimos encontrar a felicidade que tanto procurávamos. O pior das ilusões, é quando elas acabam, e passamos à desilusão. A ilusão e desilusão estão definitivamente sempre relacionadas, porque depois da ilusão, vem sempre a desilusão.
Com a desilusão sofremos. Sofremos muito, e inicialmente custa-nos até a acreditar que tudo foi uma mera ilusão. Porque, de facto, a ilusão deixa-nos tão crentes de algo tão irreal, que ao nos desiludirmos caímos inteiramente de “para-quedas” na realidade, que nessa altura, para nós, anteriormente iludidos, é a irrealidade.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Injustiça
Percebi que a vida é realmente injusta. Sempre foste das pessoas que eu mais admirei, se não mesmo a tal que mais admirei. A tua força, a tua bondade, o teu ser. Foste alvo duma coisa que não mereces, não mereces mesmo. Não sei como é possivel a injustiça da vida chegar a este ponto. Pessoas que são más toda a vida, não têm o azar que tu tiveste, e tu, TU, aconteceu-te isto. EU agradeço-te porque fizeste-me e continuas a fazer-me feliz, e o que eu mais desejo é que continues a fazer, durante muito tempo. Sei que há coisas impossíveis, incluíndo o facto de ficares bem de novo... O que eu mais queria era poder ver-te bem, a sorrir, quero sentir-te bem para me poder sentir bem também, preciso de ti forte ao meu lado, quero-te bem, quero tanto tanto. Deus, o que mais me intriga. Se Deus existisse, porque te faria passar por esta injustiça? Mas eu gostava de acreditar na sua existência, gostava de conseguir rezar por ti e que essa reza fizesse sentido para mim, mas depois de todas estas injustiças, como poderei eu acreditar que ele existe e que é tão bom? Não faz sentido, p'ra mim não faz sentido e nunca fará. Eu lembro-me, perfeitamente, de quando soube disto, senti que naquela altura, a vida estava-me a correr tão bem, e que foi isto que me a estragou. Eu ergui-me por ti, quis ser forte por ti. Nunca o disse, mas sabes que o sinto, EU AMO-TE, AMO-TE COM TODAS AS FORÇAS E VOU AMAR-TE SEMPRE. Vou torcer fortemente pelo teu bem estar, porque isso sim é o que mereces verdadeiramente. SEMPRE CONTIGO.
sábado, 15 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Complicado
Não percebes, ninguém percebe. Gostava que apenas me conseguissem explicar a razão de certos acontecimentos. A razão disto, disto tudo, a razão da actualidade, dos pensamentos, das pessoas, do mundo, a tua razão, a tua razão de existência, do teu ser, a razão de estares tão ausente como tão presente.
Expliquem-me apenas, ou melhor, dêem-me apenas a resposta a todas as perguntas que pairam por aí, perguntas às quais ainda não foram obtidas resposta, eu quero respostas, quero respostas a todas as perguntas, a todas as minhas perguntas. Expliquem-me o porquê da impossibilidade de obter determinadas respostas. Expliquem-me o porquê da impossibilidade de conseguir ser e fazer o que quero. Expliquem-me, também, já agora, a impossibilidade dos nossos sonhos não se tornarem sempre reais. Se podessemos construir a nossa vida tal e qual como construimos os nossos sonhos, penso que haveria muita perfeição e felicidade por aí. Diria até que tenho certezas disso, mas nunca se tem certezas de nada sem saber.
O que eu mais queria era ter a capacidade de apagar pessoas e recordações de mim, seria uma capacidade fantástica, evitava-se muito sofrimento. Sei quem iria apagar, sei o que iria apagar, sei que não me arrependeria pois não iria saber mais da existência disso mesmo.
Expliquem-me apenas, ou melhor, dêem-me apenas a resposta a todas as perguntas que pairam por aí, perguntas às quais ainda não foram obtidas resposta, eu quero respostas, quero respostas a todas as perguntas, a todas as minhas perguntas. Expliquem-me o porquê da impossibilidade de obter determinadas respostas. Expliquem-me o porquê da impossibilidade de conseguir ser e fazer o que quero. Expliquem-me, também, já agora, a impossibilidade dos nossos sonhos não se tornarem sempre reais. Se podessemos construir a nossa vida tal e qual como construimos os nossos sonhos, penso que haveria muita perfeição e felicidade por aí. Diria até que tenho certezas disso, mas nunca se tem certezas de nada sem saber.
O que eu mais queria era ter a capacidade de apagar pessoas e recordações de mim, seria uma capacidade fantástica, evitava-se muito sofrimento. Sei quem iria apagar, sei o que iria apagar, sei que não me arrependeria pois não iria saber mais da existência disso mesmo.
Do me a favor
Open your eyes, see what you are, what you could be, tell me that you'll open your eyes.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Variedade de sensações
Sofrimento, alegrias, desilusões, ilusões.
As desilusões têm feito parte, nunca pensei poder vir a desiludir-me tanto, tanto como me estão a desiludir. Iludi-me tanta vez, fui burra, várias vezes. Aquele dia de Agosto devia ter sido diferente, nada disto estaria como está agora. Aliás, secalhar nem sabia da tua existência. Se perferia? Completamente! Poupava sofrimento, apesar de tudo isto me ter feito crescer. Cresci, com os erros e com o sofrimento, desilusões. Mas também poderia vir a crescer mais tarde, com outros erros ou desilusões, ou sabe-se lá mais o quê. Mas o que é certo, é que o presente é isto mesmo, o que sou agora, e é devido a todas aquelas coisas que sou o que sou, que cresci o que cresci. Tudo isto faz parte, apesar de doer. Sei que a vida não tem só coisas más, ela ainda tem muito para me mostrar, apesar de ultimamente ter apenas conhecido o seu lado negro e pequenas coisas boas.
Desilusões, desilusões, desilusões. Desilusões? MUITAS! El* é uma.
As desilusões têm feito parte, nunca pensei poder vir a desiludir-me tanto, tanto como me estão a desiludir. Iludi-me tanta vez, fui burra, várias vezes. Aquele dia de Agosto devia ter sido diferente, nada disto estaria como está agora. Aliás, secalhar nem sabia da tua existência. Se perferia? Completamente! Poupava sofrimento, apesar de tudo isto me ter feito crescer. Cresci, com os erros e com o sofrimento, desilusões. Mas também poderia vir a crescer mais tarde, com outros erros ou desilusões, ou sabe-se lá mais o quê. Mas o que é certo, é que o presente é isto mesmo, o que sou agora, e é devido a todas aquelas coisas que sou o que sou, que cresci o que cresci. Tudo isto faz parte, apesar de doer. Sei que a vida não tem só coisas más, ela ainda tem muito para me mostrar, apesar de ultimamente ter apenas conhecido o seu lado negro e pequenas coisas boas.
Desilusões, desilusões, desilusões. Desilusões? MUITAS! El* é uma.
domingo, 2 de maio de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Hoje em dia
Hoje em dia as pessoas dão demasiada importância ao exterior, algo que não compreendo. Se lhes perguntarem se é por causa do exterior de uma pessoa que essa pessoa os magoa, que essa pessoa os faz sorrir, que essa pessoa os faz chorar, que essa pessoa os faz felizes, que essa pessoa os faz as pessoas mais tristes do mundo, que essa pessoa os deixa fora deles, que essa pessoa se apodera das suas mentes, a resposta, obviamente seria "não". A menos que a pergunta fosse feita alguém demasiado insensível e desumano.
Na minha opinião, deveria-se reflectir sobre isto, porque discordo completamente com a descriminação aos menos bonitos, sem mais nem menos, e à admiração constante pela suposta perfeição exterior. Lá por alguém ser menos bonito, não quer dizer que esse alguém não saiba amar e que não saiba fazer alguém feliz, muito menos que não seja boa pessoa. E lá por alguém ser lindo de morrer, significa que é a melhor pessoa do mundo ou que é um "Deus"? Não percebo, nunca irei perceber, nem tenciono sequer vir a perceber.
Esta população de hoje em dia está-se a tornar demasiado insensível, e só quando sofrerem na pele essa insensibilidade vinda de outro alguém, é que irão perceber realmente o que é sofrer.
Na minha opinião, deveria-se reflectir sobre isto, porque discordo completamente com a descriminação aos menos bonitos, sem mais nem menos, e à admiração constante pela suposta perfeição exterior. Lá por alguém ser menos bonito, não quer dizer que esse alguém não saiba amar e que não saiba fazer alguém feliz, muito menos que não seja boa pessoa. E lá por alguém ser lindo de morrer, significa que é a melhor pessoa do mundo ou que é um "Deus"? Não percebo, nunca irei perceber, nem tenciono sequer vir a perceber.
Esta população de hoje em dia está-se a tornar demasiado insensível, e só quando sofrerem na pele essa insensibilidade vinda de outro alguém, é que irão perceber realmente o que é sofrer.
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